A greve nacional de caminhoneiros de carga da segunda-feira, 26 de outubro de 2026, mobilizou 858 pessoas e 691 veículos em 38 pontos de 19 estados do México, segundo o relatório da Secretaria de Governo (Segob) das 9h30, citado pelo [El Informador](https://www.informador.mx/mexico/paro-nacional-de-transportistas-segob-reporta-movilizaciones-en-19-estados-y-38-puntos-de-protesta-20261026-0069.html). A maioria dos bloqueios foi suspensa na noite de segunda, mas alguns seguiram até a madrugada e outros foram anunciados para esta terça, 27, quando o setor começa a dialogar com a Fazenda, segundo o El Financiero.
O protesto, convocado pela Câmara Nacional do Transporte de Carga (Canacar) e outras entidades, exige segurança nas estradas, fim das extorsões e que não se corte o incentivo fiscal pelo uso de rodovias com pedágio incluído no pacote econômico de 2027. Estes são os dados principais.
A greve de caminhoneiros em números
| Indicador | Dado | Fonte |
|---|---|---|
| Estados com mobilizações | 19 | Segob, 26 de outubro, 9h30 |
| Pontos de protesto | 38 | Segob |
| Veículos e pessoas | 691 veículos e 858 pessoas | Segob |
| Estados com mais pontos | Veracruz (8), Estado do México (6), Nuevo León e Tlaxcala (3 cada) | Segob |
| Maior participação | Guanajuato, Veracruz e Tabasco | Segob |
| Perda estimada pelo setor | Até 21,5 bilhões de pesos por dia | Hamotac |
| Unidades convocadas | Cerca de um milhão, segundo os organizadores | Canacar e Hamotac |
Fontes: El Informador e La Razón. Os números de perdas e de unidades são estimativas dos convocantes, não dados oficiais. A Segob relatou bloqueio total em Tlaxco (Tlaxcala) e fechamentos parciais em outros pontos de Tlaxcala e Veracruz.
O que os caminhoneiros pedem na greve nacional
- Segurança nas estradas: roubos, violência contra motoristas e cobrança de "pedágio" do crime nas rotas.
- Extorsões: "Não podemos normalizar a insegurança, as extorsões", disseram em coletiva, segundo o N+.
- Incentivo dos pedágios: rejeitam o ajuste do pacote econômico 2027 ao benefício que permite creditar até 50% do gasto com rodovias pedagiadas.
- Infraestrutura e regulação: estradas em mau estado e excesso de regulação, segundo o presidente da Canacar, Augusto Ramos Melo.
"O transporte de carga não pode continuar sendo ignorado enquanto enfrenta insegurança, extorsões, cobrança de proteção, estradas deficientes, excesso de regulação e redução de incentivos fiscais", disse Ramos Melo ao anunciar a greve, de acordo com o N+. Junto com a Canacar convocaram a Federação Mexicano-Americana de Transportadores (Fematrac), a Hamotac Nacional e a Organização Integradora de Direitos Convencionais.

O incentivo dos pedágios na Lei de Receitas 2027
O ponto fiscal do conflito é o limite de faturamento para ter acesso ao incentivo pelo uso de rodovias. Segundo o El Financiero, a Lei de Receitas reduziria o limite de 300 para 250 milhões de pesos, deixando de fora as maiores empresas. A Canacar propôs duas saídas, segundo a UnoTV:
| Proposta da Canacar | O que implicaria |
|---|---|
| Manter o limite atual de 300 milhões de pesos | As empresas que hoje recebem o incentivo continuariam recebendo |
| Aplicar o benefício de forma proporcional até o teto de 250 milhões aprovado pelos deputados | Todas as empresas teriam acesso, mas só até esse valor |
Fonte: UnoTV. Ramos Melo alertou que o encarecimento do transporte pode chegar aos preços. O pacote fiscal já passou pela Câmara dos Deputados e está no Senado nesta semana: detalhes em nossa matéria sobre a Lei de Receitas 2027 no Senado.
O que acontece com os bloqueios nesta terça
| Ponto | Situação informada na manhã de 27 de outubro |
|---|---|
| México-Toluca (Plazas Outlet Lerma e pedágio La Marquesa) | Fechamentos mantidos, segundo a SICT no Estado do México |
| México-Pachuca | Reaberta após cerca de 15 horas de bloqueio; ameaça de novos fechamentos |
| Pedágio de Tepotzotlán (México-Querétaro), México-Puebla e Chamapa-Lechería | Ameaça de bloqueios para terça |
| Mendoza-Córdoba e Teapa-Cosoleacaque (Veracruz) e Puebla-Tlaxcala | Possíveis bloqueios |
Fonte: El Financiero. A situação muda a cada hora: antes de viajar, consulte os relatórios da Guarda Nacional e da operadora federal de rodovias.

A resposta do governo à greve nacional de caminhoneiros
A Segob, chefiada por Rosa Icela Rodríguez, pediu para "privilegiar o diálogo" e disse que o governo "mantém abertos os canais de diálogo com as organizações de transportadores". Segundo o El Financiero, nesta terça começam as mesas com a Secretaria da Fazenda sobre o tema fiscal e depois com as autoridades de segurança sobre a violência nas estradas; as mesas seguem abertas às entidades que bloquearam e ainda não aderiram. A imprensa mexicana informou ainda que outras entidades do setor rejeitaram a greve da Canacar em reunião com a Segob e a Fazenda. Até o fechamento desta matéria, nenhum acordo havia sido anunciado.
O conflito se soma a outras frentes no México, como a negociação salarial no IMSS. Mais contexto econômico em o desemprego de setembro segundo o INEGI.
Perguntas frequentes
Por que há greve de caminhoneiros no México?
Pela insegurança e pelas extorsões nas estradas, o mau estado das vias e o corte do incentivo fiscal pelo uso de rodovias pedagiadas no pacote econômico 2027.
Quantos estados a greve de 26 de outubro atingiu?
19 estados e 38 pontos de protesto, segundo o relatório da Segob das 9h30 de segunda.
Quem convocou a greve nacional?
A Canacar, junto com a Fematrac, a Hamotac Nacional e a Organização Integradora de Direitos Convencionais.
A greve continua nesta terça, 27 de outubro?
A maioria dos bloqueios foi suspensa na noite de segunda, mas alguns fechamentos continuaram e houve ameaça de novos para terça, enquanto começam as mesas com a Fazenda.
Quanto custa a greve?
A Hamotac estimou perdas de até 21,5 bilhões de pesos por dia; é estimativa do setor, não dado oficial.


