Os trabalhadores do Instituto Mexicano do Seguro Social (IMSS) marcham nesta quarta-feira, 21 de outubro de 2026, na Cidade do México, uma semana depois de rejeitar em consulta o reajuste global de 6,8% acertado pelo sindicato, enquanto o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Seguro Social (SNTSS) pediu prorrogação até 15 de novembro para evitar a greve, segundo o [Milenio](https://www.milenio.com/politica/imss-que-pasara-con-los-trabajadores-tras-la-prorroga). A presidente Claudia Sheinbaum pediu ao diretor do IMSS, Zoé Robledo, uma nova proposta: "Tem que sair nesta semana", disse na coletiva matinal de 20 de outubro (Maya Comunicación).
O conflito no IMSS envolve mais de 476 mil trabalhadores filiados ao SNTSS, segundo o Infobae. Veja o que se sabe da oferta, das reivindicações e dos prazos.
O reajuste que os trabalhadores do IMSS rejeitaram
A proposta aprovada pelo congresso do SNTSS somava 6,8%, mas só uma parte ia para o salário. O restante correspondia a benefícios, e essa divisão foi o centro da rejeição.
| Componente da oferta 2026-2027 | Percentual |
|---|---|
| Reajuste direto no salário-base | 2,9% |
| Aumento em benefícios | 3,9% |
| Total global | 6,8% |
| O que pedem os descontentes | 10% (algumas fontes citam 5% no salário) |
Fontes: Infobae e Maya Comunicación. A consulta ocorreu em 14 de outubro em cerca de 670 mesas, com verificadores federais e acompanhamento do Centro Federal de Conciliação e Registro Trabalhista. O dirigente do SNTSS, Rafael Olivos Hernández, reconheceu que "ganhou o não" e prometeu buscar alternativas. Não foram publicados números oficiais de votos, e alguns veículos relataram denúncias de irregularidades.
Cronologia do conflito no IMSS
| Data (2026) | Fato |
|---|---|
| 8 de outubro | Trabalhadores convocam paralisação nacional e acampam na Reforma após reunião sem acordo na Secretaria de Governo (La Jornada) |
| 9 de outubro | Começam dois acampamentos: na sede do SNTSS (Zamora 107, Condesa) e diante dos escritórios do IMSS (Reforma 476) |
| 10 de outubro | Protestos na Cidade do México, Campeche, Oaxaca e Querétaro (Infobae) |
| 13 de outubro | Marcha de cerca de 7 mil pessoas do Centro Médico Nacional Siglo XXI até a Reforma 476 |
| 14 de outubro | Consulta salarial: vence a rejeição à oferta de 6,8% |
| 15 de outubro | Vencia o prazo original da revisão |
| 17 de outubro | O SNTSS informa que pediu prorrogação até 15 de novembro |
| 20 de outubro | Sheinbaum pede a Robledo nova proposta nesta semana |
| 21 de outubro | Nova marcha nacional, a partir das 15h, no Centro Médico Nacional Siglo XXI |

O que pedem os trabalhadores do IMSS
- Reajuste de 10% concentrado no salário, não em benefícios.
- Saída de Rafael Olivos Hernández da secretaria-geral do SNTSS e um congresso extraordinário para eleger nova direção.
- Mais pessoal médico e administrativo, e regularização de quem trabalha sem contrato formal, alguns desde a pandemia.
- Abastecimento de medicamentos e insumos. Robledo afirmou que o abastecimento chega a 94%, mas reconheceu lacunas (Infobae).
- Menos carga de trabalho e melhor infraestrutura nos hospitais.
Segundo os organizadores da marcha, sete seções sindicais estão tomadas por trabalhadores descontentes (Maya Comunicación). Sheinbaum disse que a saída de Olivos "é um assunto sindical, não é a presidente quem decide", e que a permanência de Robledo "não está em dúvida", segundo o Milenio.
Haverá greve no IMSS?
Por enquanto, não. A prorrogação pedida pelo SNTSS ao Centro Federal de Conciliação e Registro Trabalhista estende a negociação até 15 de novembro, de modo que não há greve formal em curso. Algumas notas citam o Tribunal Trabalhista Federal como instância; Milenio e Maya Comunicación falam do Centro Federal de Conciliação. O que há são marchas e acampamentos de grupos dissidentes, que não equivalem a uma greve legal.
| Cenário | O que aconteceria |
|---|---|
| Nova oferta aprovada em consulta | O reajuste é aplicado e a revisão se encerra |
| Nova oferta rejeitada | Mais mobilizações e pressão sobre a direção sindical |
| Sem acordo até 15 de novembro | O sindicato poderia convocar greve ou pedir outra prorrogação |
O que se espera depois da prorrogação, segundo o Milenio, inclui um novo acordo salarial que deve ser votado de novo, distribuição mais rápida de medicamentos, regularização de vagas, mudanças no regime de aposentadorias e reformas na Lei do Seguro Social para fortalecer o seguro de doença e maternidade.

O que o governo propôs para o IMSS
Sheinbaum pediu a Robledo um exercício de corte de gastos em áreas que não afetem o atendimento, para destinar esses recursos a melhorar a oferta salarial, além de revisar os casos de trabalhadores sem contrato (Expansión Política). Não informou o percentual que será oferecido. Robledo também lidera um plano "andar por andar" em 277 hospitais, com prioridade para as unidades de alta especialidade. O subsecretário de Saúde, Eduardo Clark, reconheceu casos documentados de desvio de medicamentos para venda externa, mas disse que não é prática generalizada.
O que significa para os pacientes do IMSS
Enquanto não houver greve, os serviços do IMSS seguem funcionando. As marchas podem afetar o trânsito na avenida Cuauhtémoc e no trecho central da Reforma a partir do meio da tarde. Para dimensionar os salários em jogo, compare com o salário mínimo no México em 2026 e com o aguinaldo.
Perguntas frequentes
Qual reajuste foi oferecido aos trabalhadores do IMSS?
6,8% global: 2,9% direto no salário-base e 3,9% em benefícios. Foi rejeitado na consulta de 14 de outubro de 2026.
Quanto pedem os trabalhadores do IMSS?
Os grupos descontentes pedem 10% de reajuste concentrado no salário, além de mais pessoal e medicamentos.
Há greve no IMSS?
Não. O SNTSS pediu prorrogação até 15 de novembro de 2026 para continuar negociando. Há marchas e acampamentos, mas não greve formal.
Quando é a marcha do IMSS?
Em 21 de outubro de 2026, às 15h, a partir do Centro Médico Nacional Siglo XXI, no bairro Doctores da Cidade do México.
Quem lidera o sindicato do IMSS?
Rafael Olivos Hernández, secretário-geral do SNTSS. Parte dos manifestantes pede sua saída.



