A administração pública nacional da Argentina, junto com as empresas e sociedades do Estado, tinha 266.205 trabalhadores em 30 de setembro de 2026, segundo o relatório de pessoal do INDEC publicado em 30 de outubro. É uma queda de 6,1% em relação a setembro de 2025 (17.266 pessoas a menos) e de 0,8% em relação a agosto.
Desde dezembro de 2023, mês em que Javier Milei assumiu, o quadro caiu em 75.260 pessoas, 22% a menos, de acordo com a série do INDEC. Se a comparação for feita com novembro de 2023, a redução chega a 77.152 postos. Os dois números circulam na imprensa e ambos saem da mesma série: muda apenas o mês de partida.
266.205
Trabalhadores do Estado nacional
Em 30 de setembro de 2026
-6,1%
Variação em um ano
17.266 pessoas a menos que em setembro de 2025
75.260
Postos a menos desde dezembro de 2023
Queda de 22% em 21 meses
Fonte: INDEC, pessoal da administração pública nacional, empresas e sociedades.
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| Trabalhadores do Estado nacional | 266.205 · Em 30 de setembro de 2026 |
| Variação em um ano | -6,1% · 17.266 pessoas a menos que em setembro de 2025 |
| Postos a menos desde dezembro de 2023 | 75.260 · Queda de 22% em 21 meses |
Quantos funcionários públicos tem o Estado nacional argentino
O INDEC mede todo mês o quadro de 121 entidades: os ministérios (administração centralizada), os órgãos descentralizados como ANSES, ARCA ou CONICET, os desconcentrados, outros entes como o PAMI e as empresas com participação estatal, como os Correios, a Trenes Argentinos, a Aerolíneas Argentinas ou o Banco Nación. Não inclui províncias nem municípios.
| Estrutura | Dez. 2023 | Set. 2025 | Set. 2026 | Variação em um ano | Variação desde dez. 2023 |
|---|---|---|---|---|---|
| Administração centralizada (ministérios) | 54.791 | 46.349 | 37.200 | −19,7% | −32,1% |
| Administração descentralizada | 136.529 | 110.373 | 108.726 | −1,5% | −20,4% |
| Administração desconcentrada | 24.582 | 22.327 | 21.037 | −5,8% | −14,4% |
| Outros entes (inclui PAMI) | 15.403 | 14.166 | 12.433 | −12,2% | −19,3% |
| Administração pública nacional | 231.305 | 193.215 | 179.396 | −7,2% | −22,4% |
| Empresas e sociedades do Estado | 110.160 | 90.256 | 86.809 | −3,8% | −21,2% |
| Total | 341.465 | 283.471 | 266.205 | −6,1% | −22,0% |
Fonte: INDEC, série de pessoal total e relatório de setembro de 2026. Variação desde dezembro de 2023: cálculo próprio com a mesma série. Parte das mudanças entre categorias se explica por reorganizações de ministérios e órgãos, não apenas por saídas de pessoal.
Por que a imprensa fala em 2.820 empregos públicos a menos em setembro
Vários veículos informaram que o Estado nacional "perdeu 2.820 empregos em setembro". Esse número resulta de subtrair os 266.205 trabalhadores de setembro dos 269.025 que o INDEC informou para agosto em seu relatório anterior. Mas o instituto revisou depois o dado de agosto para 268.404, porque algumas entidades corrigiram ou entregaram com atraso sua declaração. Com o número revisado, a queda mensal oficial é de 2.199 pessoas (−0,8%), que é a variação publicada pelo próprio INDEC.
| Comparação | Número | De onde sai |
|---|---|---|
| Queda em setembro (dado oficial) | 2.199 (−0,8%) | Agosto revisado (268.404) contra setembro (266.205) |
| Queda em setembro (imprensa) | 2.820 | Agosto publicado em setembro (269.025) contra setembro |
| Queda em um ano | 17.266 (−6,1%) | Setembro de 2025 (283.471) contra setembro de 2026 |
| Queda desde dezembro de 2023 | 75.260 (−22,0%) | Dezembro de 2023 (341.465) |
| Queda desde novembro de 2023 | 77.152 (−22,5%) | Novembro de 2023 (343.357) |
O INDEC adverte que 13 das 121 entidades não informaram seu quadro de setembro (12 empresas e sociedades e uma entidade da administração nacional). Para elas foi imputado o último dado disponível, que soma 7.598 pessoas, 2,9% do total. Por isso os números dos últimos meses podem voltar a mudar.

Onde se concentra o corte do emprego público na Argentina
A queda mais forte, em proporção, está nos ministérios: a administração centralizada tinha 54.791 pessoas em dezembro de 2023 e 37.200 em setembro de 2026, 32% a menos. Em setembro, o Ministério da Saúde reduziu seu quadro em 8,5% em um único mês, e o PAMI (instituto de serviços sociais para aposentados e pensionistas) em 6,4%, o que explica a queda de 6% de "outros entes" no mês.
| Entidade | Dez. 2023 | Set. 2026 | Diferença | Variação |
|---|---|---|---|---|
| Correo Oficial (Correios) | 16.856 | 11.210 | −5.646 | −33,5% |
| Operadora Ferroviaria (Trenes Argentinos) | 23.812 | 19.408 | −4.404 | −18,5% |
| ARCA (ex-AFIP, Receita) | 22.091 | 18.678 | −3.413 | −15,4% |
| ANSES (previdência) | 13.943 | 10.926 | −3.017 | −21,6% |
| CONICET (conselho de pesquisa) | 27.760 | 24.795 | −2.965 | −10,7% |
| PAMI | 14.253 | 11.876 | −2.377 | −16,7% |
| Banco de la Nación Argentina | 17.688 | 15.427 | −2.261 | −12,8% |
| Aerolíneas Argentinas | 11.926 | 9.930 | −1.996 | −16,7% |
| AySA (água e saneamento) | 7.790 | 5.891 | −1.899 | −24,4% |
| INTA (tecnologia agropecuária) | 6.825 | 4.960 | −1.865 | −27,3% |
Fonte: INDEC, quadros 2 e 3 da série de pessoal; diferenças de cálculo próprio. A lista ordena as dez entidades que mais perderam pessoas em números absolutos entre dezembro de 2023 e setembro de 2026.
Nas empresas do Estado, o ajuste aparece sobretudo nos Correios, nos trens, na Aerolíneas e na AySA. O conjunto de empresas e sociedades passou de 110.160 para 86.809 trabalhadores, cerca de 23.350 a menos, número próximo dos "mais de 23.400" publicados por alguns veículos.
O que a queda do emprego público significa para a economia argentina
O governo apresenta a redução de pessoal como parte de seu plano de ajuste para sustentar o superávit fiscal. O efeito sobre o mercado de trabalho se soma à queda do emprego privado: o SIPA registrou 134.500 postos privados formais a menos em um ano, e a atividade acumula meses fracos, como mostrou a queda de 1,7% do EMAE em agosto.
Para os trabalhadores que continuam no Estado, a renda de referência é o salário mínimo, que sobe mês a mês em 2026, e em dezembro é pago o aguinaldo (13º salário). O tamanho do Estado também estará em discussão no Orçamento 2027 em tramitação na Câmara e na campanha presidencial de 2027, na qual Javier Milei buscará a reeleição.

Como o INDEC mede o emprego público
- O que conta: pessoas em convenção coletiva, fora de convenção e "outras modalidades", como contratos de prestação de serviços ou obra, estágios e contratos por organismos internacionais.
- O que não conta: o emprego de províncias e municípios, que têm suas próprias estatísticas.
- Quem informa: a Secretaria de Transformação do Estado e Função Pública coleta a declaração de cada entidade e o INDEC a publica no fim de cada mês, com um mês de defasagem.
- Composição em setembro: das 179.396 pessoas da administração nacional, 155.778 estão em convenção coletiva, 2.511 fora de convenção e 21.107 em outras modalidades.
O próximo relatório, com dados de outubro, deve ser publicado no fim de novembro segundo o calendário do INDEC.
Perguntas frequentes
Quantos funcionários públicos nacionais há na Argentina?
266.205 em 30 de setembro de 2026, contando a administração pública nacional (179.396) e as empresas e sociedades do Estado (86.809), segundo o INDEC.
Quantos empregos públicos foram cortados desde que Milei assumiu?
75.260 entre dezembro de 2023 e setembro de 2026, 22% a menos. Contra novembro de 2023, a queda é de 77.152 postos.
Quantos empregos públicos foram perdidos em setembro de 2026?
Segundo o INDEC, 2.199 (−0,8%). O número de 2.820 publicado pela imprensa compara com o dado de agosto antes da revisão.
Quais órgãos perderam mais pessoal?
Em números absolutos, os Correios (−5.646), a Trenes Argentinos (−4.404), a ARCA (−3.413), a ANSES (−3.017) e o CONICET (−2.965) desde dezembro de 2023.
O relatório inclui províncias e municípios?
Não. Mede apenas o Estado nacional: ministérios, órgãos, outros entes e empresas com participação estatal.



