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Indústria cai 1,8% e construção sobe 5,1% em setembro na Argentina, segundo o INDEC

O IPI manufatureiro do INDEC caiu 1,8% na comparação anual em setembro de 2026 e acumula −2,6% no ano, enquanto o ISAC da construção subiu 5,1%. As 16 divisões da indústria, os insumos da construção e a série mês a mês.

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Indústria cai 1,8% e construção sobe 5,1% em setembro na Argentina, segundo o INDEC

Foto: Just a Man, CC BY 4.0, Wikimedia Commons

A produção industrial da Argentina caiu 1,8% na comparação anual em setembro de 2026 e acumula queda de 2,6% nos primeiros nove meses do ano, enquanto a atividade da construção subiu 5,1% frente a setembro de 2025, segundo os relatórios técnicos do IPI manufatureiro e do ISAC que o INDEC publicou na sexta-feira, 6 de novembro. Na comparação com agosto, sem efeitos sazonais, a indústria cresceu 0,7% e a construção 7,8%.

Os dois indicadores contam histórias diferentes. A indústria encadeia três meses de queda anual e sua série de tendência-ciclo cai desde maio, com máquinas agrícolas, eletrodomésticos e eletrônicos como os segmentos mais atingidos. A construção, por outro lado, se recuperou após dois meses negativos e mantém um acumulado positivo de 1,3%. Esta reportagem reúne os números oficiais, as 16 divisões da indústria e os insumos da construção.

Indústria e construção em setembro segundo o INDEC, em números

Indústria e construção na Argentina, setembro de 2026
-1,8%Indústria, interanual+0,7% ante agosto (dessazonalizado)
-2,6%Indústria, acumulado do anoJaneiro-setembro contra 2025
5,1%Construção, interanual+7,8% ante agosto (dessazonalizado)
1,3%Construção, acumulado do anoJaneiro-setembro contra 2025
Fonte: INDEC, relatórios técnicos do IPI e do ISAC, 6 de novembro de 2026.
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Indústria, interanual-1,8%
Indústria, acumulado do ano-2,6%
Construção, interanual5,1%
Construção, acumulado do ano1,3%
Indicador (setembro de 2026)Indústria (IPI)Construção (ISAC)
Variação anual−1,8%+5,1%
Variação mensal dessazonalizada+0,7%+7,8%
Acumulado janeiro-setembro−2,6%+1,3%
Tendência-ciclo, frente ao mês anterior−0,4%Próxima de zero
Índice série original (base 2004 = 100)122,4168,7

Fonte: INDEC, IPI manufatureiro e ISAC, setembro de 2026. Alguns veículos confundiram os números: os 7,8% da construção são a variação mensal e os 5,1%, a anual; na indústria, +0,7% é mensal e −1,8%, anual.

A indústria argentina mês a mês: três quedas anuais seguidas

Indústria e construção: variação interanual, janeiro 2025-setembro 2026% em relação ao mesmo mês do ano anterior (série original)
Construção (ISAC)Indústria (IPI)
-10%0%10%20%30%Jan 25Abr 25Jul 25Out 25Jan 26Abr 26Jul 26Set 26Construção (ISAC)Indústria (IPI)
Fonte: INDEC, quadro 1 do IPI e do ISAC.
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Construção (ISAC)Indústria (IPI)
Jan 25-1,4%7,4%
Fev 254,0%5,9%
Mar 2515,4%5,1%
Abr 2526,5%9,0%
Mai 259,3%6,1%
Jun 2513,9%9,5%
Jul 251,9%-0,9%
Ago 250,0%-4,4%
Set 256,7%-0,5%
Out 258,2%-3,0%
Nov 25-4,6%-9,0%
Dez 252,9%-4,3%
Jan 260,4%-3,9%
Fev 26-1,5%-8,8%
Mar 2612,5%5,0%
Abr 26-3,0%-2,5%
Mai 264,1%-5,7%
Jun 264,2%2,0%
Jul 26-4,5%-5,0%
Ago 26-4,4%-3,1%
Set 265,1%-1,8%

Em 2026 a indústria teve só dois meses de alta anual: março (+5,0%) e junho (+2,0%). Julho (−5,0%), agosto (−3,1%) e setembro (−1,8%) foram negativos, embora a queda tenha se moderado. Na série dessazonalizada, o índice subiu de 111,7 em julho, o ponto mais baixo do período, para 115,1 em setembro.

Índices dessazonalizados de indústria e construçãoBase 2004 = 100, janeiro 2025-setembro 2026
Construção (ISAC)Indústria (IPI)
110120130140150160Jan 25Abr 25Jul 25Out 25Jan 26Abr 26Jul 26Set 26Construção (ISAC)Indústria (IPI)
Fonte: INDEC, IPI e ISAC.
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Construção (ISAC)Indústria (IPI)
Jan 25141,7120,6
Fev 25146,4123,5
Mar 25138,3116,5
Abr 25148,0119,4
Mai 25144,1121,1
Jun 25145,2119,1
Jul 25147,2117,9
Ago 25145,8118,5
Set 25145,6117,7
Out 25146,4117,0
Nov 25140,2115,7
Dez 25145,5115,9
Jan 26145,8118,5
Fev 26144,2114,8
Mar 26149,5119,3
Abr 26144,8117,1
Mai 26153,4117,2
Jun 26145,9118,1
Jul 26140,4111,7
Ago 26141,8114,2
Set 26153,0115,1
Mês de 2026Indústria, anualConstrução, anual
Janeiro-3,9%+0,4%
Fevereiro-8,8%-1,5%
Março+5,0%+12,5%
Abril-2,5%-3,0%
Maio-5,7%+4,1%
Junho+2,0%+4,2%
Julho-5,0%-4,5%
Agosto-3,1%-4,4%
Setembro-1,8%+5,1%

Fonte: INDEC, quadro 1 de cada relatório. Para o restante da economia, veja a atividade econômica de agosto.

Trator e colheitadeira em um galpão rural na Argentina
A fabricação de máquinas agrícolas caiu 45,4% na comparação anual em setembro, segundo o INDEC. Foto: ccgrasso, CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons.

Quais divisões da indústria caíram e quais subiram

Das 16 divisões da indústria, 10 recuaram frente a setembro de 2025. A maior queda foi a de máquinas e equipamentos (−26,8%), que tirou 1,6 ponto do índice geral. Dentro dela, as máquinas agrícolas despencaram 45,4% pela menor produção e venda de tratores, colheitadeiras, semeadoras e pulverizadores autopropelidos, e os aparelhos de uso doméstico caíram 23,6% com menos geladeiras, freezers e lavadoras. Em seguida veio outros equipamentos e instrumentos (−22,0%), com a eletrônica de consumo (celulares e televisores) em −38,9%.

As 16 divisões da indústria, setembro de 2026Variação interanual, %
Fonte: INDEC, quadro 3 do IPI.
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Outros equipamentos de transporte11,0% · Acumulado do ano: -1,1%
Madeira, papel, edição e impressão6,4% · Acumulado do ano: 4,4%
Minerais não metálicos5,1% · Acumulado do ano: -3,2%
Produtos químicos3,9% · Acumulado do ano: 5,6%
Produtos têxteis2,0% · Acumulado do ano: -18,6%
Borracha e plástico1,7% · Acumulado do ano: -6,5%
Alimentos e bebidas-0,1% · Acumulado do ano: -0,1%
Refino de petróleo-0,8% · Acumulado do ano: 8,0%
Metalurgia básica-1,1% · Acumulado do ano: -2,1%
Veículos automotores e autopeças-3,5% · Acumulado do ano: -9,4%
Produtos de metal-4,0% · Acumulado do ano: -2,9%
Móveis e outras indústrias-4,9% · Acumulado do ano: -4,9%
Vestuário, couro e calçados-5,3% · Acumulado do ano: -13,4%
Produtos de tabaco-6,5% · Acumulado do ano: 1,5%
Outros equipamentos e instrumentos-22,0% · Acumulado do ano: -19,6%
Máquinas e equipamentos-26,8% · Acumulado do ano: -21,6%

No outro extremo, subiram outros equipamentos de transporte (+11,0%), madeira, papel, edição e impressão (+6,4%), minerais não metálicos (+5,1%) e produtos químicos (+3,9%), a divisão que mais somou ao índice (0,6 ponto). Os veículos automotores caíram 11,9%; segundo a ADEFA, citada pelo INDEC, as vendas de carros nacionais às concessionárias caíram 28,3%, embora as exportações de unidades tenham subido 6,8%.

DivisãoAnualAcumulado 2026
Máquinas e equipamentos-26,8%-21,6%
Outros equipamentos e instrumentos-22,0%-19,6%
Produtos de tabaco-6,5%+1,5%
Vestuário, couro e calçados-5,3%-13,4%
Móveis e outras indústrias-4,9%-4,9%
Produtos de metal-4,0%-2,9%

Fonte: INDEC, quadro 3 do IPI manufatureiro. As seis divisões com pior variação anual.

Alimentos, carros e têxteis: o detalhe da indústria argentina em setembro

A maior divisão da indústria, alimentos e bebidas, ficou praticamente estável (−0,1% na comparação anual). Dentro dela, a elaboração de outros produtos alimentícios caiu 10,8% pela menor captura de camarão: a temporada de pesca em águas nacionais terminou em meados de setembro, enquanto em 2025 durou o mês inteiro, explica o relatório do INDEC. Os têxteis subiram 2,0% no mês, mas acumulam −18,6% no ano, o pior acumulado de todas as divisões, e vestuário, couro e calçados caíram 5,3%; segundo fontes consultadas pelo INDEC, os fabricantes enfrentam menor demanda interna e mais concorrência de importados.

SegmentoVariação anualO que explica o INDEC
Máquinas agrícolas−45,4%Menos produção e venda de tratores, colheitadeiras e semeadoras
Eletrônicos (celulares e televisores)−38,9%Menos unidades vendidas
Aparelhos de uso doméstico−23,6%Menos geladeiras, freezers e lavadoras
Veículos automotores−11,9%Vendas de carros nacionais às concessionárias: −28,3% (ADEFA)
Outros produtos alimentícios−10,8%Fim antecipado da temporada de camarão
Vestuário−6,4%Menor demanda interna e concorrência importada

Fonte: INDEC, análise setorial do IPI manufatureiro de setembro de 2026.

A construção em setembro: quais insumos subiram

O ISAC mede a atividade da construção a partir do consumo aparente de 13 insumos. Em setembro subiram sete, com tintas para construção (+22,4%) e concreto usinado (+12,8%) à frente, e caíram seis, com ladrilhos graníticos e hidráulicos (−15,0%) como a maior queda. O cimento Portland, o insumo mais acompanhado, subiu 4,6% na comparação anual, embora acumule −2,9% no ano.

Insumos da construção, setembro de 2026Variação interanual do consumo aparente, %
Fonte: INDEC, quadro 2 do ISAC.
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Tintas para construção22,4% · Acumulado jan-set: 10,4%
Concreto usinado12,8% · Acumulado jan-set: 2,3%
Outros (metais, tubos sem costura, vidro)12,2% · Acumulado jan-set: 21,8%
Vergalhões e aços5,2% · Acumulado jan-set: 3,1%
Cimento Portland4,6% · Acumulado jan-set: -2,9%
Placas de gesso1,2% · Acumulado jan-set: 0,9%
Asfalto0,5% · Acumulado jan-set: -8,9%
Cal-0,2% · Acumulado jan-set: -5,1%
Tijolos furados-0,7% · Acumulado jan-set: -5,3%
Pisos e revestimentos cerâmicos-7,4% · Acumulado jan-set: -9,3%
Gesso-7,7% · Acumulado jan-set: -11,6%
Louças sanitárias-8,2% · Acumulado jan-set: 2,9%
Ladrilhos graníticos e hidráulicos-15,0% · Acumulado jan-set: -7,5%
InsumoSetembro, anualAcumulado jan-set
Tintas para construção+22,4%+10,4%
Concreto usinado+12,8%+2,3%
Outros (metais, tubos sem costura, vidro)+12,2%+21,8%
Vergalhões e aços+5,2%+3,1%
Cimento Portland+4,6%-2,9%
Placas de gesso+1,2%+0,9%
Asfalto+0,5%-8,9%
Cal-0,2%-5,1%
Tijolos furados-0,7%-5,3%
Pisos e revestimentos cerâmicos-7,4%-9,3%
Gesso-7,7%-11,6%
Louças sanitárias-8,2%+2,9%
Ladrilhos graníticos e hidráulicos-15,0%-7,5%

Fonte: INDEC, quadro 2 do ISAC. O mesmo relatório traz dois dados de agosto: os postos de trabalho privados registrados na construção chegaram a 382.669, 1,7% a mais que um ano antes, e a área autorizada por licenças de construção em 246 municípios caiu 10,9% na comparação anual, para 1.292.308 m², embora acumule +4,8% em oito meses. Para o emprego no restante da economia, veja o emprego privado registrado.

Indicador da construção (agosto de 2026)ValorVariação anualAcumulado do ano
Postos de trabalho privados registrados382.669+1,7%+0,8% (jan-ago)
Área autorizada por licenças (246 municípios)1.292.308 m²−10,9%+4,8% (jan-ago)

Fonte: INDEC, quadros 3 e 4 do ISAC. Esses dois indicadores saem com um mês de defasagem em relação ao índice principal.

Perguntas frequentes

Quanto caiu a indústria em setembro de 2026?

O IPI manufatureiro do INDEC caiu 1,8% na comparação anual e subiu 0,7% frente a agosto na série dessazonalizada. Em janeiro-setembro acumula −2,6%.

Quanto cresceu a construção em setembro de 2026?

O ISAC subiu 5,1% na comparação anual e 7,8% frente a agosto na série dessazonalizada. O acumulado do ano é +1,3%.

Qual setor industrial mais caiu?

Máquinas e equipamentos, com −26,8% na comparação anual. As máquinas agrícolas caíram 45,4%.

Qual insumo da construção mais subiu?

As tintas para construção, com +22,4% na comparação anual, seguidas pelo concreto usinado (+12,8%).

Quantas pessoas trabalham na construção na Argentina?

Em agosto de 2026 havia 382.669 postos de trabalho privados registrados na construção, 1,7% a mais que um ano antes, segundo o relatório do ISAC do INDEC.