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Desigualdade na América Latina 2026: ranking por país pelo coeficiente de Gini

A Colômbia é o país mais desigual da América Latina, com coeficiente de Gini de 54,4, segundo o Banco Mundial; a República Dominicana, o menos desigual (39,0). Ranking de 16 países, o que é o Gini e como mudou desde 2014.

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Desigualdade na América Latina 2026: ranking por país pelo coeficiente de Gini

A Colômbia é o país mais desigual da América Latina, com coeficiente de Gini de 54,4 em 2024, segundo os dados do [Banco Mundial](https://data.worldbank.org/indicator/SI.POV.GINI) atualizados em outubro de 2026. Em seguida vêm Brasil (50,3) e Panamá (49,7). Os menos desiguais são República Dominicana (39,0), El Salvador (39,8) e Uruguai (40,0). O Chile tem 43,0; o México, 42,6; a Argentina, 42,4, e o Peru, 40,1.

O coeficiente de Gini é a medida mais usada de desigualdade de renda ou de consumo: vai de 0, se todos tivessem o mesmo, a 100, se uma única pessoa tivesse tudo. Este ranking reúne o último dado de 16 países da região e será atualizado nesta mesma página quando o Banco Mundial publicar números novos.

Ranking do coeficiente de Gini na América Latina

PosiçãoPaísGiniAno do dadoHá uma década
1Colômbia54,4202453,6 (2014)
2Brasil50,3202452,1 (2014)
3Panamá49,7202450,5 (2014)
4Equador45,9202545,0 (2014)
5Honduras45,7202449,9 (2014)
6Costa Rica45,5202548,6 (2014)
7Guatemala45,2202348,3 (2014)
8Paraguai44,2202450,7 (2014)
9Chile43,0202446,8 (2013)
10México42,6202448,9 (2014)
11Argentina42,4202441,8 (2014)
12Bolívia40,9202447,8 (2014)
13Peru40,1202443,1 (2014)
14Uruguai40,0202440,1 (2014)
15El Salvador39,8202341,6 (2014)
16República Dominicana39,0202444,3 (2014)

Fonte: Banco Mundial, indicador SI.POV.GINI, último ano disponível por país. Não entram Venezuela e Cuba, que não têm dados na série, nem Nicarágua (46,2 em 2014) e Haiti (41,1 em 2012), cujos dados são antigos demais. Na Argentina, a pesquisa domiciliar cobre só áreas urbanas.

O que é o coeficiente de Gini e como é calculado

O índice compara como a renda (ou o consumo) se distribui entre todos os domicílios frente a uma distribuição perfeitamente igualitária. É calculado com pesquisas domiciliares de cada país, como a Casen no Chile, a ENIGH no México, a EPH na Argentina ou a Enaho no Peru, que o Banco Mundial harmoniza. Por isso é preciso olhar o ano de cada dado e não comparar com números de outras fontes sem revisar o método.

Valor do GiniO que indicaExemplos (último dado)
Menos de 30Desigualdade baixaEslováquia (23,8)
30 a 40ModeradaEspanha (33,4), Portugal (33,9), República Dominicana (39,0)
40 a 50AltaEstados Unidos (41,8), Chile (43,0), México (42,6)
Mais de 50Muito altaBrasil (50,3), Colômbia (54,4), África do Sul (54,1)

Fonte: Banco Mundial; as faixas são um guia de leitura, não uma classificação oficial. A América Latina continua sendo uma das regiões mais desiguais do mundo: 11 dos 16 países do ranking superam os Estados Unidos.

Pedestres no Paseo Ahumada, no centro de Santiago
O Paseo Ahumada, em Santiago. O coeficiente de Gini do Chile caiu de 46,8 em 2013 para 43,0 em 2024. Foto: Carlos Figueroa Rojas, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons.

A desigualdade caiu em quase toda a América Latina

Em uma década, 13 dos 16 países reduziram seu coeficiente de Gini. As maiores quedas são as da Bolívia (−6,9 pontos), Paraguai (−6,5), México (−6,3) e República Dominicana (−5,3). A desigualdade subiu na Colômbia (+0,8), no Equador (+0,9) e na Argentina (+0,6), segundo nosso cálculo com os dados do Banco Mundial.

PaísMudança em uma década (pontos)Leitura
Bolívia−6,9A maior queda da região
Paraguai−6,5De 50,7 para 44,2
México−6,3De 48,9 para 42,6
República Dominicana−5,3Passa a ser o menos desigual
Chile−3,8Desde 2013
Peru−3,0—
Argentina+0,6Praticamente sem mudança
Colômbia+0,8Continua sendo o mais desigual

Fonte: Banco Mundial; cálculo próprio com o último dado frente ao de 2014 (2013 no Chile). Uma queda do Gini nem sempre significa que todos estão melhor: pode ocorrer porque as rendas altas caíram mais que as baixas, como aconteceu em vários países na pandemia de 2020.

Vista do polo comercial de Gamarra, em Lima
O polo comercial de Gamarra, em Lima. O Peru tem um dos coeficientes de Gini mais baixos da região: 40,1. Foto: QM Keen, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons.

A desigualdade no Chile, México, Argentina e Peru

  • Chile (43,0): caiu no longo prazo, com um salto em 2020 (47,0) pela pandemia, e ficou em nono lugar no ranking.
  • México (42,6): uma das maiores quedas da década, em paralelo às altas reais do salário mínimo (veja o salário mínimo no México).
  • Argentina (42,4): estável: entre 40,7 e 43,7 desde 2010, apesar das crises de inflação.
  • Peru (40,1): entre os menos desiguais, embora com alta informalidade no trabalho, que as pesquisas captam só em parte.

A desigualdade é só um lado da foto: um país pode ser pouco desigual e ao mesmo tempo pobre. Para comparar níveis de renda, veja o PIB per capita da América Latina, o salário mínimo por país e a taxa de homicídios, outra variável que os estudos costumam associar à desigualdade.

Como citar este dado

Vivarae News (2026). "Desigualdade na América Latina 2026: ranking por país pelo coeficiente de Gini". Atualizado em 28 de outubro de 2026. Disponível em https://vivaraenews.com/pt/desigualdade-na-america-latina-ranking-por-pais-pelo-coeficiente-de-gini-2026/. Os dados podem ser reproduzidos citando a Vivarae News e com link para esta página; os números de cada país pertencem ao Banco Mundial.

Perguntas frequentes

Qual é o país mais desigual da América Latina?

A Colômbia, com coeficiente de Gini de 54,4 em 2024, segundo o Banco Mundial. Em seguida vêm Brasil (50,3) e Panamá (49,7).

Qual é o país menos desigual da América Latina?

A República Dominicana (39,0), seguida por El Salvador (39,8) e Uruguai (40,0).

Qual é o coeficiente de Gini do Chile?

43,0 em 2024, segundo o Banco Mundial, frente a 46,8 em 2013.

O que significa um coeficiente de Gini de 0 e de 100?

0 é igualdade perfeita (todos têm a mesma renda) e 100 é desigualdade máxima (uma única pessoa tem tudo).

A desigualdade caiu na América Latina?

Sim, em 13 de 16 países na última década; subiu levemente na Colômbia, no Equador e na Argentina.