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Mulheres no Congresso na América Latina 2026: ranking por país

Cuba (55,7%), Nicarágua (54,9%), Bolívia (50,8%) e México (50,2%) são os países da América Latina com mais mulheres na câmara baixa ou única, segundo o Banco Mundial e a UIP. O Brasil fica em último, com 18,1%. Ranking de 19 países, evolução desde 2000 e mudanças após as eleições de 2026.

· Atualizado em · Por , jornalista

Mulheres no Congresso na América Latina 2026: ranking por país

Cuba é o país da América Latina com a maior proporção de mulheres no parlamento: 55,7% das cadeiras de sua assembleia única, segundo os dados da União Interparlamentar (UIP) publicados pelo Banco Mundial para 2025. Em seguida vêm Nicarágua (54,9%), Bolívia (50,8%) e México (50,2%), os quatro com maioria ou paridade feminina. No outro extremo, o Brasil tem apenas 18,1% de deputadas, o menor número da região, seguido de Guatemala (20,0%) e Panamá (21,7%).

A média da América Latina e do Caribe é 36,6%, acima da dos países da OCDE (33,4%) e da média mundial (27,2%). Desde 2025 houve eleições que mudam o quadro: a Costa Rica elegeu em fevereiro de 2026 uma Assembleia com 30 mulheres em 57 cadeiras (52,6%) e o Peru estreou um Congresso bicameral com 36,8% de mulheres. Este ranking será atualizado nesta mesma página quando a UIP e o Banco Mundial publicarem dados novos.

Ranking de mulheres no Congresso na América Latina

Mulheres na câmara baixa ou única na América Latina, % das cadeiras (2025)

Fonte: Banco Mundial, indicador SG.GEN.PARL.ZS, com dados da União Interparlamentar.

Ver os dados em uma tabela
Cuba55,7%
Nicarágua54,9%
Bolívia50,8%
México50,2%
Costa Rica49,1% · 52,6% na Assembleia eleita em 2026
Equador45,0%
Peru41,5% · 36,8% no Congresso bicameral 2026-2031
Argentina41,2%
Rep. Dominicana37,4%
Chile33,5% · 52 de 155 deputados
Venezuela32,1%
El Salvador31,7%
Uruguai31,3%
Honduras29,7%
Colômbia29,4%
Paraguai23,8%
Panamá21,7%
Guatemala20,0%
Brasil18,1%
PosiçãoPaísMulheres na câmara baixa ou única (2025)20152000
1Cuba55,7%48,9%27,6%
2Nicarágua54,9%41,3%9,7%
3Bolívia50,8%53,1%11,5%
4México50,2%42,4%16,0%
5Costa Rica49,1%33,3%19,3%
6Equador45,0%41,6%14,6%
7Peru41,5%22,3%—
8Argentina41,2%—26,5%
9República Dominicana37,4%20,8%16,1%
10Chile33,5%15,8%10,8%
11Venezuela32,1%17,0%—
12El Salvador31,7%32,1%9,5%
13Uruguai31,3%16,2%12,1%
14Honduras29,7%25,8%9,4%
15Colômbia29,4%19,9%11,8%
16Paraguai23,8%15,0%2,5%
17Panamá21,7%18,3%9,9%
18Guatemala20,0%13,9%8,9%
19Brasil18,1%9,9%5,7%

Fonte: Banco Mundial, indicador SG.GEN.PARL.ZS, proporção de cadeiras ocupadas por mulheres na câmara baixa ou única do parlamento nacional, com dados da UIP; consultado em 1º de novembro de 2026. Nos países bicamerais conta-se apenas a câmara baixa (por exemplo, a Câmara dos Deputados). "—": sem dado nesse ano.

As mudanças nos congressos da América Latina depois do dado

O dado de 2025 do Banco Mundial já reflete algumas câmaras renovadas recentemente, mas não todas. Comparado com fontes oficiais e da imprensa de cada país, estes são os casos que mudam ou que devem ser lidos com cuidado:

PaísDado do Banco MundialDado atualizadoFonte
Costa Rica49,1% (28 de 57)52,6% (30 de 57), Assembleia 2026-2030 eleita em 1º de fevereiro de 2026CRHoy, Delfino
Peru41,5% (Congresso unicameral 2021-2026)36,8% (70 de 190) no Congresso bicameral 2026-2031 (130 deputados e 60 senadores)El Peruano
Chile33,5%33,5% (52 de 155) na Câmara 2026-2030; o Senado tem 32%Câmara dos Deputados, BCN

No Peru, os 36,8% somam as duas câmaras; a divisão final entre deputadas e senadoras não estava publicada nas fontes oficiais consultadas. Bolívia e Honduras, que também renovaram suas assembleias entre 2025 e 2026, mostram altas no dado de 2025 frente a 2024 (de 46,2% para 50,8% e de 27,3% para 29,7%), mas não conseguimos verificar esses números com as fontes oficiais de cada país. A Colômbia renovou sua Câmara em julho de 2026, e os 29,4% correspondem ao mandato anterior.

Palácio Legislativo de San Lázaro, sede da Câmara dos Deputados do México
O Palácio Legislativo de San Lázaro, sede da Câmara dos Deputados do México, onde as mulheres ocupam metade das cadeiras. Foto: ProtoplasmaKid, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons.

Por que alguns países da América Latina têm mais mulheres no Congresso

Os países que lideram o ranking têm em comum regras de paridade ou cotas obrigatórias nas listas de candidaturas. O México incorporou em 2019 a paridade de gênero à sua Constituição, e sua Câmara dos Deputados tem 50,2% de mulheres; a presidência do país também é exercida por uma mulher, como detalha o guia das eleições de 2027 no México. Bolívia, Costa Rica, Equador e Nicarágua também aplicam paridade nas listas.

  • Chile passou de 15,8% de deputadas em 2015 para mais de um terço após a lei de cotas de 2015 (Lei 20.840), que impede que um sexo ultrapasse 60% das candidaturas de cada partido.
  • Brasil exige desde 1997 que ao menos 30% das candidaturas sejam de cada sexo, mas não reserva cadeiras, e continua em último na região.
  • Cuba e Nicarágua lideram o ranking, embora seus parlamentos não surjam de eleições competitivas comparáveis às do resto da região; por isso o número mede presença, e não necessariamente poder político.

O dado também não diz quanto ganham nem quais cargos ocupam dentro do Congresso. Para comparar os salários, veja quanto ganha um deputado no Chile, quanto ganha um deputado no México e quanto ganha um congressista no Peru.

Prédio da Assembleia Legislativa da Costa Rica com esferas de pedra pré-colombianas
O prédio da Assembleia Legislativa da Costa Rica, em San José. Desde maio de 2026, as mulheres são maioria nesse parlamento pela primeira vez. Foto: Mariordo (Mario Roberto Durán Ortiz), CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons.

Como mudou a presença de mulheres nos congressos desde 2000

Em 2000, nenhum país da região passava de 30% de mulheres na câmara baixa: o maior era Cuba, com 27,6%, e o Paraguai tinha 2,5%. Em 25 anos, a média regional subiu para 36,6%. Os maiores saltos foram os da Nicarágua (+45,3 pontos), Bolívia (+39,2), México (+34,2) e Costa Rica (+29,8), todos com regras de paridade. O Brasil avançou 12,5 pontos, o menor progresso entre os países com dados completos.

País20002025Mudança (pontos)
Nicarágua9,7%54,9%+45,3
Bolívia11,5%50,8%+39,2
México16,0%50,2%+34,2
Equador14,6%45,0%+30,4
Costa Rica19,3%49,1%+29,8
Chile10,8%33,5%+22,7
Brasil5,7%18,1%+12,5

Fonte: Banco Mundial, SG.GEN.PARL.ZS; mudança em pontos percentuais de cálculo próprio com os valores sem arredondar.

  • Definição: porcentagem de cadeiras ocupadas por mulheres na câmara baixa ou única, segundo a UIP.
  • Data de corte: a UIP atualiza sua base todo mês; o Banco Mundial publica um valor anual.
  • Limitação: não inclui senados nem parlamentos subnacionais.

Como citar este dado

Vivarae News (2026). "Mulheres no Congresso na América Latina 2026: ranking por país". Atualizado em 1º de novembro de 2026. Disponível em https://vivaraenews.com/pt/mulheres-no-congresso-na-america-latina-ranking-por-pais-2026/. Os dados podem ser reproduzidos citando a Vivarae News e com link para esta página; os números de cada país pertencem à União Interparlamentar e ao Banco Mundial.

Perguntas frequentes

Qual país da América Latina tem mais mulheres no Congresso?

Cuba, com 55,7% das cadeiras em 2025, seguida de Nicarágua (54,9%), Bolívia (50,8%) e México (50,2%), segundo a UIP e o Banco Mundial.

Qual país da América Latina tem menos mulheres no Congresso?

O Brasil, com 18,1% de deputadas, seguido de Guatemala (20,0%) e Panamá (21,7%).

Quantas mulheres há na Câmara dos Deputados do Chile?

52 de 155, ou seja, 33,5%, no mandato 2026-2030. No Senado, as mulheres são 32%.

Quantas mulheres há no Congresso do Peru?

70 de 190 legisladores (36,8%) no Congresso bicameral 2026-2031, segundo o El Peruano.

Qual é a média da América Latina?

36,6% em 2025, frente a 33,4% na OCDE e 27,2% no mundo.