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Inflação no México sobe para 3,62% na primeira quinzena de outubro: energia elétrica e passagens aéreas lideram

A inflação no México chegou a 3,62% em doze meses na primeira quinzena de outubro de 2026, segundo o Inegi. O fim do subsídio elétrico de verão e as passagens aéreas puxaram a alta; o núcleo ficou em 3,78%.

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Inflação no México sobe para 3,62% na primeira quinzena de outubro: energia elétrica e passagens aéreas lideram

Foto: Bluerasberry, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons

A inflação anual no México subiu para 3,62% na primeira quinzena de outubro de 2026, ante 3,49% na segunda quinzena de setembro, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) publicado pelo Inegi na quinta-feira, 22 de outubro ([La Razón](https://www.razon.com.mx/negocios/2026/10/22/inflacion-en-primera-quincena-de-octubre-de-2026-repunta-a-362-inegi/), [Infobae/EFE](https://www.infobae.com/america/agencias/2026/10/22/la-inflacion-en-mexico-se-situa-en-el-362-en-la-primera-quincena-de-octubre/)). Os preços subiram 0,41% na quinzena, acima dos 0,35% esperados pelo Banamex, puxados pelo fim dos subsídios elétricos de verão em 18 cidades e pela alta do transporte aéreo.

É o nível mais alto desde a segunda quinzena de maio, e a inflação vem subindo desde a mínima de 3,12% que tocou em julho (El Imparcial). Ainda assim, segue dentro da faixa de tolerância do Banco do México, de 2% a 4%.

A inflação no México em números

Indicador (primeira quinzena de outubro de 2026)Variação quinzenalVariação anual
INPC geral0,41%3,62%
Núcleo0,25%3,78%
Mercadorias0,17%3,28%
Serviços0,31%4,26%
Fora do núcleo0,98%3,08%
Agropecuários-0,11%s. i.
Energia e tarifas autorizadas pelo governo1,85%4,02%

Fontes: Inegi, com os números publicados por Infobae/EFE e La Razón. "s. i.": sem informação clara nessas fontes. O índice geral ficou em 146,739 pontos. Na mesma quinzena de 2025, a inflação anual foi de 3,63%, praticamente igual. As fontes divergem no dado da segunda quinzena de setembro (3,49% segundo o La Razón) e do mês de setembro completo (3,45%).

O que subiu e o que caiu na quinzena

Maiores altasVariaçãoMaiores quedasVariação
Tomate verde+22,07%Limão-10,43%
Energia elétrica+18,51%Abacate-4,79%
Abobrinha+16,27%Laranja-4,58%
Transporte aéreo+14,77%Banana-4,15%
Serviços profissionais+9,55%Tomate-3,04%
Pacotes turísticos+6,80%Batata e outros tubérculos-2,53%

Fonte: Inegi, via Excélsior e Infobae/EFE. A alta da energia elétrica responde ao fim do programa de tarifas elétricas de verão em 18 cidades, entre elas Monterrey, Mérida, Veracruz, Cancún e Villahermosa. É um efeito que se repete todo outono: o subsídio reduz as tarifas nos meses quentes e, quando termina, o índice registra o salto.

Escritório da Comissão Federal de Eletricidade em um bairro do México
Um escritório da CFE. O fim do subsídio de verão à energia explica boa parte da alta. Foto: Rogerleon, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons.

Por que a inflação de núcleo no México importa

A inflação de núcleo, que exclui os preços mais voláteis como agropecuários e energia, é a que o Banco do México mais observa para decidir sua taxa. Subiu 0,25% na quinzena e interrompeu uma sequência de quatro quinzenas de queda; sua taxa anual ficou em 3,78%, acima dos 3,70% esperados pelo mercado (El Imparcial). Dentro dela, os serviços sobem 4,26% em doze meses, mais que as mercadorias (3,28%).

CategoriaInflação anual
Bebidas alcoólicas e tabaco7,30%
Seguros e serviços financeiros7,06%
Restaurantes e hospedagem6,16%
Serviços educacionais5,85%
Saúde4,45%
Cesta de consumo mínimo (170 itens)3,44%

Fonte: Inegi, via Infobae/EFE. A cesta de consumo mínimo, que reúne 170 bens e serviços básicos, sobe menos que o índice geral. Para comparar com anos anteriores: a inflação fechou 2025 em 3,69%, o menor nível em cinco anos; 2024 em 4,21%; 2023 em 4,66%; e 2022 em 7,82%, segundo a mesma fonte.

A trajetória da inflação em 2026

PeríodoInflação anualFonte
Fim de 20253,69%Inegi, via Infobae/EFE
Julho de 2026 (mínima do ano)3,12%El Imparcial
Setembro de 2026 (mês completo)3,45%El Imparcial
Segunda quinzena de setembro de 20263,49%La Razón
Primeira quinzena de outubro de 20263,62%Inegi
Primeira quinzena de outubro de 20253,63%Inegi, via Infobae/EFE

O Inegi publica o INPC duas vezes por mês: uma medição para cada quinzena e outra do mês completo. O número quinzenal é comparado com a mesma quinzena do ano anterior e, por isso, pode se mover por efeitos de calendário, como o fim do subsídio elétrico de verão, que todo ano aparece na primeira metade de outubro. No ano, a inflação caiu do fim de 2025 até julho e desde então sobe, embora siga perto da meta. Os dados da segunda quinzena de outubro e do mês completo serão divulgados no início de novembro (Inegi).

Inflação no México e a taxa do Banxico

O Banco do México mantém sua taxa básica em 6,50% desde maio e a deixou inalterada pela terceira vez consecutiva em setembro, por unanimidade (El Financiero; Banxico). Uma pesquisa do Citi publicada em 20 de outubro indica que 25 de 36 analistas esperam que a taxa continue nesse nível no resto de 2026 e em 2027 (El Financiero). O Banamex alertou para novas pressões pela reversão dos preços agropecuários, os custos trabalhistas e o recente ajuste cambial (La Razón); o peso acumulou seis semanas de queda (veja por que o peso cai).

Fachada do edifício do Banco do México no centro da Cidade do México
O edifício do Banco do México. Sua meta de inflação é 3%, com faixa de 2% a 4%. Foto: ProtoplasmaKid, CC BY 4.0, Wikimedia Commons.

O que significa para as famílias

Com a inflação em 3,62%, o salário mínimo de 2026, que subiu 13%, continua ganhando poder de compra. Mas a alta da energia é sentida nas cidades onde o subsídio terminou, e os serviços, como restaurantes e seguros, sobem no dobro do ritmo da média. A economia cresce pouco e o desemprego é baixo (veja o desemprego no México). O Inegi publicará a inflação da segunda quinzena de outubro e do mês completo no início de novembro; para comparar com o resto da região, veja a inflação na América Latina.

Perguntas frequentes

Qual é a inflação no México em outubro de 2026?

3,62% em doze meses na primeira quinzena de outubro, segundo o Inegi. O dado do mês completo sai no início de novembro.

Por que a inflação subiu?

Pelo fim do subsídio elétrico de verão em 18 cidades, pelo transporte aéreo e por alguns produtos agrícolas como o tomate verde e a abobrinha.

O que é a inflação de núcleo?

A que exclui preços voláteis como agropecuários e energia. Ficou em 3,78% em doze meses.

Qual é a meta de inflação do Banxico?

3%, com faixa de tolerância de 2% a 4%.

Qual é a taxa de juros do Banxico?

6,50%, sem mudanças desde maio de 2026.