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Inflação na Argentina ano a ano: o ranking desde 1998

A inflação da Argentina foi de 31,5% em 2025 e de 211,4% em 2023, a mais alta em mais de 30 anos. Ranking anual desde 1998 com dados do FMI, o dado de setembro de 2026 e o apagão estatístico de 2007 a 2015.

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Inflação na Argentina ano a ano: o ranking desde 1998

Foto: Casa Rosada, CC BY 2.5 ar, Wikimedia Commons

A inflação da Argentina fechou 2025 em 31,5%, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), depois de 211,4% em 2023 e 117,8% em 2024. Em 2026, o índice de preços ao consumidor do INDEC subiu 1,9% em setembro, acumula 23,6% no ano e 33,4% em doze meses, segundo os dados publicados em 13 de outubro e informados pelo Canal 26.

A inflação de 2026 até setembro

Indicador (INDEC)Valor
Inflação de setembro de 20261,9%
Inflação de agosto de 20261,7%
Acumulada de janeiro a setembro23,6%
Em doze meses (setembro de 2025 a setembro de 2026)33,4%
Maior alta de setembroMoradia, água, eletricidade e gás: 3,1%

Inflação da Argentina ano a ano

A tabela mostra a inflação de dezembro a dezembro de cada ano segundo a base de dados do FMI, que usa os números oficiais do INDEC.

AnoInflação (dez. a dez.)AnoInflação (dez. a dez.)
19980,7%201210,8%*
1999-1,8%201310,9%*
2000-0,7%201423,9%*
2001-1,5%2015Sem dado oficial
200241%2016Sem dado oficial
20033,7%201724,8%
20046,1%201847,6%
200512,3%201953,8%
20069,8%202036,1%
20078,5%*202150,9%
20087,2%*202294,8%
20097,7%*2023211,4%
201010,9%*2024117,8%
20119,5%*202531,5%

*Entre 2007 e 2015 o INDEC esteve sob intervenção e seus números de inflação foram contestados: estimativas privadas e de províncias mostravam altas de 20% a 40% ao ano nesse período. Em 2015 e 2016 o FMI não registra dado oficial porque o INDEC suspendeu o índice enquanto o reconstruía.

Corredor interno do Mercado de San Telmo, em Buenos Aires
O Mercado de San Telmo, em Buenos Aires. Foto: ProtoplasmaKid, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons.

Os anos de maior inflação

PosiçãoAnoInflação
12023211,4%
22024117,8%
3202294,8%
4201953,8%
5202150,9%
6201847,6%
7200241%

O recorde de 2023 não é o máximo histórico: em 1989 e 1990 a Argentina teve hiperinflação, com altas de mais de 1.000% ao ano. Esses anos ficam fora desta série, que o FMI publica para a Argentina desde 1998.

O que aconteceu em cada etapa

  • 1998-2001, conversibilidade: o peso atrelado ao dólar manteve os preços estáveis, inclusive em queda.
  • 2002, fim da conversibilidade: a desvalorização levou a inflação a 41%.
  • 2007-2015, intervenção no INDEC: os números oficiais deixaram de ser confiáveis.
  • 2018-2023, aceleração: desvalorizações, emissão de moeda e a pandemia levaram a inflação de 47,6% a 211,4%.
  • 2024-2026, desaceleração: após a desvalorização de dezembro de 2023, a inflação caiu para 117,8% em 2024, 31,5% em 2025 e cerca de 2% ao mês em 2026.
Vitrine com sanduíches à venda no centro de Buenos Aires
A inflação aparece nos preços do dia a dia. Foto: Horacio Cambeiro, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons.

O que o FMI projeta

Em sua base de dados, o FMI projeta inflação de 29,5% para o fim de 2026 e de 18% para 2027. As projeções mudam a cada relatório e não são dados oficiais.

Para comparar, o Chile teve seu pior ano das últimas cinco décadas nos anos 1970, como detalhamos em a inflação no Chile nos últimos 50 anos. E o efeito da inflação sobre os salários aparece em o salário congelado do presidente argentino.

Perguntas frequentes

Qual foi a inflação da Argentina em 2025?

31,5% de dezembro a dezembro, segundo o FMI com dados do INDEC.

Qual foi a inflação de setembro de 2026?

1,9% no mês, 23,6% acumulados no ano e 33,4% em doze meses, segundo o INDEC.

Qual foi o ano de maior inflação desde 1998?

2023, com 211,4%.

Por que faltam dados de 2015 e 2016?

Porque o INDEC suspendeu o índice de preços enquanto era reconstruído após anos de intervenção.