A inflação da Argentina fechou 2025 em 31,5%, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), depois de 211,4% em 2023 e 117,8% em 2024. Em 2026, o índice de preços ao consumidor do INDEC subiu 1,9% em setembro, acumula 23,6% no ano e 33,4% em doze meses, segundo os dados publicados em 13 de outubro e informados pelo Canal 26.
A inflação de 2026 até setembro
| Indicador (INDEC) | Valor |
|---|---|
| Inflação de setembro de 2026 | 1,9% |
| Inflação de agosto de 2026 | 1,7% |
| Acumulada de janeiro a setembro | 23,6% |
| Em doze meses (setembro de 2025 a setembro de 2026) | 33,4% |
| Maior alta de setembro | Moradia, água, eletricidade e gás: 3,1% |
Inflação da Argentina ano a ano
A tabela mostra a inflação de dezembro a dezembro de cada ano segundo a base de dados do FMI, que usa os números oficiais do INDEC.
| Ano | Inflação (dez. a dez.) | Ano | Inflação (dez. a dez.) |
|---|---|---|---|
| 1998 | 0,7% | 2012 | 10,8%* |
| 1999 | -1,8% | 2013 | 10,9%* |
| 2000 | -0,7% | 2014 | 23,9%* |
| 2001 | -1,5% | 2015 | Sem dado oficial |
| 2002 | 41% | 2016 | Sem dado oficial |
| 2003 | 3,7% | 2017 | 24,8% |
| 2004 | 6,1% | 2018 | 47,6% |
| 2005 | 12,3% | 2019 | 53,8% |
| 2006 | 9,8% | 2020 | 36,1% |
| 2007 | 8,5%* | 2021 | 50,9% |
| 2008 | 7,2%* | 2022 | 94,8% |
| 2009 | 7,7%* | 2023 | 211,4% |
| 2010 | 10,9%* | 2024 | 117,8% |
| 2011 | 9,5%* | 2025 | 31,5% |
*Entre 2007 e 2015 o INDEC esteve sob intervenção e seus números de inflação foram contestados: estimativas privadas e de províncias mostravam altas de 20% a 40% ao ano nesse período. Em 2015 e 2016 o FMI não registra dado oficial porque o INDEC suspendeu o índice enquanto o reconstruía.

Os anos de maior inflação
| Posição | Ano | Inflação |
|---|---|---|
| 1 | 2023 | 211,4% |
| 2 | 2024 | 117,8% |
| 3 | 2022 | 94,8% |
| 4 | 2019 | 53,8% |
| 5 | 2021 | 50,9% |
| 6 | 2018 | 47,6% |
| 7 | 2002 | 41% |
O recorde de 2023 não é o máximo histórico: em 1989 e 1990 a Argentina teve hiperinflação, com altas de mais de 1.000% ao ano. Esses anos ficam fora desta série, que o FMI publica para a Argentina desde 1998.
O que aconteceu em cada etapa
- 1998-2001, conversibilidade: o peso atrelado ao dólar manteve os preços estáveis, inclusive em queda.
- 2002, fim da conversibilidade: a desvalorização levou a inflação a 41%.
- 2007-2015, intervenção no INDEC: os números oficiais deixaram de ser confiáveis.
- 2018-2023, aceleração: desvalorizações, emissão de moeda e a pandemia levaram a inflação de 47,6% a 211,4%.
- 2024-2026, desaceleração: após a desvalorização de dezembro de 2023, a inflação caiu para 117,8% em 2024, 31,5% em 2025 e cerca de 2% ao mês em 2026.

O que o FMI projeta
Em sua base de dados, o FMI projeta inflação de 29,5% para o fim de 2026 e de 18% para 2027. As projeções mudam a cada relatório e não são dados oficiais.
Para comparar, o Chile teve seu pior ano das últimas cinco décadas nos anos 1970, como detalhamos em a inflação no Chile nos últimos 50 anos. E o efeito da inflação sobre os salários aparece em o salário congelado do presidente argentino.
Perguntas frequentes
Qual foi a inflação da Argentina em 2025?
31,5% de dezembro a dezembro, segundo o FMI com dados do INDEC.
Qual foi a inflação de setembro de 2026?
1,9% no mês, 23,6% acumulados no ano e 33,4% em doze meses, segundo o INDEC.
Qual foi o ano de maior inflação desde 1998?
2023, com 211,4%.
Por que faltam dados de 2015 e 2016?
Porque o INDEC suspendeu o índice de preços enquanto era reconstruído após anos de intervenção.



