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Julio Velarde recebe nota A+ da Global Finance: as notas dos banqueiros centrais da América Latina em 2026

O presidente do BCRP, Julio Velarde, obteve a nota máxima (A+) nos Central Banker Report Cards 2026 da Global Finance, ao lado do presidente do banco central da Dinamarca. O que o ranking avalia, quais outros banqueiros da região se destacaram e como estão a inflação e os juros no Peru.

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Julio Velarde recebe nota A+ da Global Finance: as notas dos banqueiros centrais da América Latina em 2026

Foto: Bernard Gagnon, CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons

Julio Velarde, presidente do Banco Central de Reserva do Peru (BCRP), obteve a nota máxima, A+, nos Central Banker Report Cards 2026 da revista americana Global Finance. Ele divide a nota com o presidente do banco central da Dinamarca, Christian Kettel Thomsen, segundo o Gestión e a RPP. É a segunda vez que Velarde recebe a nota mais alta: a primeira foi em 2021, segundo a RPP.

O reconhecimento foi anunciado durante as reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, realizadas este ano em Bangkok, na Tailândia. Esta reportagem explica o que o ranking mede, quais outros banqueiros centrais da América Latina se destacaram e qual é a situação da inflação e dos juros no Peru.

O que avalia o ranking de banqueiros centrais da Global Finance

A Global Finance publica as notas todos os anos desde 1994. Avalia os presidentes dos bancos centrais de quase 100 países, territórios e distritos, além do Banco Central Europeu, do Banco Central do Caribe Oriental e dos bancos centrais dos Estados da África Central e Ocidental, segundo o comunicado da revista.

AspectoDetalhe
EscalaDe A+ (excelente) a F (fracasso)
CritériosControle da inflação, metas de crescimento econômico, estabilidade da moeda, gestão dos juros e independência política
CoberturaQuase 100 países, territórios e distritos, mais 4 bancos centrais regionais
PublicaçãoAnual desde 1994; lista completa na edição de outubro
Notas A+ em 2026Julio Velarde (Peru) e Christian Kettel Thomsen (Dinamarca)

Fontes: Global Finance e Gestión. "Os presidentes de bancos centrais com nota A são líderes que demonstraram a disciplina, a independência e o bom critério necessários para garantir a estabilidade", disse Joseph Giarraputo, fundador e diretor editorial da Global Finance.

Fonte de bronze na Plaza Mayor de Lima com edifícios coloniais amarelos
A Plaza Mayor de Lima. Velarde preside o BCRP desde 2006 e foi ratificado por cinco governos. Foto: PA, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons.

As notas dos banqueiros centrais da América Latina em 2026

A Global Finance não publicou a lista completa de notas em seu site aberto. Com as informações disponíveis, estes são os presidentes de bancos centrais da região que a imprensa de cada país informou entre os mais bem avaliados de 2026:

PaísPresidente do banco centralNota 2026Fonte
PeruJulio VelardeA+Gestión e RPP
República DominicanaHéctor Valdez AlbizuA−Hoy (Santo Domingo)
ParaguaiCarlos CarvalloGrupo A (nota exata não informada)La Nación (Assunção)
ChileRosanna CostaDestacada (nota não informada)Hoy (Santo Domingo)
Costa RicaRóger MadrigalDestacado (nota não informada)Hoy (Santo Domingo)
GuatemalaÁlvaro GonzálezDestacado (nota não informada)Hoy (Santo Domingo)
ArgentinaSantiago BausiliDestacado (nota não informada)Hoy (Santo Domingo)

Fontes: Gestión, Hoy e La Nación do Paraguai. O jornal dominicano Hoy cita esses presidentes como reconhecidos, mas não detalha a nota de cada um, e a Global Finance só publicou em aberto o comunicado geral. Por isso, a tabela não atribui notas que não puderam ser confirmadas. Esta lista será atualizada quando a revista publicar as notas completas da região.

Quem é Julio Velarde e há quanto tempo está no BCRP

  • No cargo desde 2006: assumiu a presidência do BCRP no segundo governo de Alan García (Gestión).
  • Ratificado por cinco governos: Alan García (2006), Ollanta Humala (2011), Pedro Pablo Kuczynski (2016), Pedro Castillo (2021) e Keiko Fujimori (2026), desta última vez pela Resolução Suprema nº 258-2026-PCM.
  • Outros prêmios: a revista The Banker, do grupo Financial Times, o elegeu Banqueiro Central do Ano no mundo em 2015 e das Américas em 2020 (RPP).
  • Discurso: defende a autonomia do Banco Central e pede uma administração pública "menos clientelista e mais meritocrática".
Edifícios de frente para o mar em Miraflores, Lima
Miraflores, em Lima. Segundo o BCRP, as reservas internacionais do Peru equivaliam a cerca de 26% do PIB em setembro de 2026. Foto: Juaniotolp, CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons.

Como está a economia do Peru sob Velarde

Dias antes de a nota ser divulgada, Velarde participou em Nova York de uma conversa com Luis Oganes, chefe de pesquisa macroeconômica global do J.P. Morgan. Ali destacou a autonomia do Banco Central, a estabilidade monetária e as reservas internacionais. "Estamos vivendo um momento muito bom para a economia peruana, um momento que não deve ser desperdiçado", disse, embora tenha pedido atenção aos riscos internos e externos, segundo o Infobae.

IndicadorDadoPeríodo
Crescimento do PIB3,1%Janeiro-agosto de 2026
Crescimento estimado sem El Niño4%Janeiro-agosto de 2026
Demanda interna+5,9%Primeiro semestre de 2026
Investimento privado+15,5%Primeiro semestre de 2026
Reservas internacionaisCerca de 26% do PIBSetembro de 2026

Fonte: ministro da Economia e Finanças, Elmer Cuba, e BCRP, citados pelo Infobae. Velarde também ressaltou que o Peru tem uma das inflações mais baixas da região neste século e citou, entre as condições para investir, o tratamento igualitário ao capital nacional e estrangeiro e a rede de acordos comerciais do país.

Inflação e juros no Peru: o contexto da nota de Velarde

A nota chega em um ano de pressão sobre os preços. A inflação da Lima Metropolitana chegou a 4,55% em doze meses em setembro, acima da faixa de meta do BCRP, de 1% a 3%, segundo dados do INEI citados pelo Infobae. O fenômeno El Niño encarece alimentos e serviços, e Velarde advertiu que "agora, o El Niño está preocupando", segundo o Gestión.

PaísTaxa de política monetária (27-out-2026)
Peru4,25%
Chile4,50%
México6,50%
Brasil13,75%

Fonte: Banco de Compensações Internacionais (BIS), série de taxas de política monetária, consultada em 30 de outubro de 2026. Segundo o BCRP, citado pelo Infobae, as reservas internacionais do Peru equivaliam a cerca de 26% do PIB em setembro, a maior proporção da América Latina. A comparação completa de juros está no ranking de taxas de juros da América Latina, e a inflação por país no ranking de inflação da região.

O cenário do El Niño está resumido na reportagem sobre o El Niño costeiro e as regiões em risco, e o salário da presidente em quanto ganha a presidente do Peru.

Perguntas frequentes

Que nota Julio Velarde recebeu em 2026?

A+, a máxima dos Central Banker Report Cards 2026 da Global Finance. Ele a divide com o presidente do banco central da Dinamarca.

É a primeira vez que Velarde recebe A+?

Não. É a segunda; a primeira foi em 2021, segundo a RPP.

O que a Global Finance avalia?

Controle da inflação, metas de crescimento, estabilidade da moeda, gestão dos juros e independência política, em uma escala de A+ a F.

Desde quando Velarde preside o BCRP?

Desde 2006. Foi ratificado pela última vez em 2026 pelo governo de Keiko Fujimori.

Qual é a taxa de referência do BCRP?

4,25% em 27 de outubro de 2026, segundo o Banco de Compensações Internacionais.