A aprovação da presidente do Peru, Keiko Fujimori, caiu para 40% em outubro, enquanto a desaprovação subiu para 49%, segundo a pesquisa da Ipsos para o jornal Perú21 publicada em 16 de outubro de 2026, de acordo com a [Caretas](https://caretas.pe/politica/ipsos-keiko-fujimori-cae-a-40-de-aprobacion-y-su-desaprobacion-sube-a-49). Em agosto, seu primeiro mês completo de governo, a aprovação era de 57%. A pesquisa foi feita em 7 e 8 de outubro, com 1.212 pessoas em todo o país e margem de erro de 2,8 pontos.
Fujimori tomou posse como presidente em 28 de julho de 2026 para o período 2026-2031, segundo a Swissinfo, e completa seus primeiros 100 dias em 5 de novembro. Estes são os números da pesquisa e o contexto.
A aprovação de Keiko Fujimori mês a mês
| Mês da pesquisa | Aprova | Desaprova | Não sabe |
|---|---|---|---|
| Agosto de 2026 | 57% | 25% | 18% |
| Setembro de 2026 | 42% | 48% | 10% |
| Outubro de 2026 | 40% | 49% | 11% |
Entre agosto e outubro, a aprovação caiu 17 pontos e a desaprovação subiu 24. A maior parte da queda ocorreu entre agosto e setembro; em outubro a variação foi de dois pontos na aprovação e um na desaprovação, dentro da margem de erro. Uma nota de agência publicada pelo Infobae dá 56% de aprovação em agosto, em vez de 57%; a Caretas e o Diario Sin Fronteras informam 57%.
"Acho que agora ela está na etapa do benefício da dúvida, já não na lua de mel", disse o presidente da Ipsos Peru, Alfredo Torres, citado pelo Infobae.
Por que cai a aprovação de Keiko Fujimori
As notas consultadas não trazem uma pergunta da pesquisa sobre os motivos. A explicação dada pelos veículos que a divulgaram aponta para a segurança: a queda é atribuída "à falta de resultados imediatos contra a insegurança e a atividade do crime organizado", segundo a nota de agência reproduzida pelo Infobae. O governo tem promovido operações contra quadrilhas, incluindo um comando unificado de policiais e militares.
- Fim da lua de mel: todos os governos costumam perder apoio nos primeiros meses, quando as expectativas encontram a gestão.
- Segurança: é o tema que mais preocupa os peruanos e o que o governo colocou no centro da agenda.
- Eleição apertada: Fujimori venceu o segundo turno por margem muito estreita sobre Roberto Sánchez, o que lhe deu uma base inicial limitada.

A aprovação de Keiko Fujimori frente ao gabinete e ao Congresso
A presidente tem aprovação maior que a de seus principais ministros, segundo os números publicados pela Caretas:
| Autoridade | Aprova | Desaprova | Mês anterior |
|---|---|---|---|
| Keiko Fujimori, presidente | 40% | 49% | 42% / 48% |
| Luis Galarreta, presidente do Conselho de Ministros | 26% | 55% | 27% / 52% |
| Elmer Cuba, ministro da Economia | 28% | 44% | Sem dado publicado |
| César Astudillo, ministro do Interior | 22% | 53% | Sem dado publicado |
| Congresso (Câmara dos Deputados e Senado) | 25% | 51% | Sem dado publicado |
O número do Congresso foi informado pelo Diario Sin Fronteras. O novo Congresso bicameral, instalado em 2026, é o primeiro com Senado desde 1992.
O que os peruanos pensam da relação com o Congresso
| O que o Congresso deveria fazer | Porcentagem |
|---|---|
| Cooperar com o governo para aprovar leis em benefício do país | 45% |
| Colaborar na formulação de leis e fiscalizar | 34% |
| Fiscalizar e fazer oposição ao governo | 15% |
| Não sabe | 6% |
No total, 79% apoiam alguma forma de cooperação entre o Executivo e o Legislativo. É um dado relevante para um governo cujo partido, Fuerza Popular, não tem maioria própria em nenhuma das duas casas.
De candidata quatro vezes a presidente
Keiko Fujimori, líder do partido Fuerza Popular e filha do ex-presidente Alberto Fujimori, chegou à presidência na quarta candidatura. Em 2011, 2016 e 2021 havia chegado ao segundo turno e perdido. Em 2026 venceu o segundo turno contra o esquerdista Roberto Sánchez por margem muito estreita. Um mês depois da posse, em agosto, 57% dos entrevistados a aprovavam.
Assumiu num contexto de alta rotatividade presidencial: o Peru teve vários presidentes entre 2018 e 2026, e a relação entre o Executivo e o Congresso esteve no centro de quase todas essas crises. Por isso a pesquisa pergunta o que o Congresso deve fazer, e por isso pesa tanto que 79% peçam cooperação. No outro extremo, 15% preferem que o Congresso se dedique a fiscalizar e fazer oposição.
Ficha técnica da pesquisa
| Dado | Detalhe |
|---|---|
| Instituto | Ipsos Peru |
| Encomendada por | Perú21 |
| Trabalho de campo | 7 e 8 de outubro de 2026 |
| Amostra | 1.212 pessoas, em nível nacional |
| Margem de erro | ±2,8 pontos |
| Publicação | 16 de outubro de 2026 |
A ficha técnica completa e as tabelas por região e nível socioeconômico não estavam disponíveis nas fontes consultadas; os relatórios de opinião são publicados no site da Ipsos Peru.

Como ler esta pesquisa
Uma aprovação de 40% a menos de três meses da posse não é um nível excepcionalmente baixo para o Peru, onde vários presidentes recentes terminaram o mandato com números de um dígito. O relevante é a tendência: a queda de agosto para setembro foi forte e a de outubro, pequena. A próxima medição, perto dos 100 dias, mostrará se a queda parou. Quanto ganha a presidente está em quanto ganha a presidente do Peru e a remuneração dos parlamentares em quanto ganha um congressista no Peru.
Perguntas frequentes
Qual é a aprovação de Keiko Fujimori em outubro de 2026?
40%, com 49% de desaprovação e 11% que não sabem, segundo a Ipsos para o Perú21.
Quanto caiu desde agosto?
17 pontos: de 57% em agosto para 40% em outubro. Em setembro estava em 42%.
Quando a pesquisa foi feita?
Em 7 e 8 de outubro de 2026, com 1.212 pessoas em todo o país e margem de erro de 2,8 pontos.
Qual é a aprovação do premiê Luis Galarreta?
26%, com 55% de desaprovação.
Quando o governo completa 100 dias?
Em 5 de novembro de 2026, já que tomou posse em 28 de julho.



